16 agosto 2013

Reflexões sobre os impulsos e sentimentos que nos fazem mal

Há algum tempo minha irmã "apresentou" uma blogueira e vlogueira, que escreveu um texto muito interessante, cujo tema me identifiquei muito. Toda empolgada, deixei um gigantesco comentário para ser aprovado no blog. compartilhando minha experiência. Não continha ofensas nem nada do gênero. Passava todos os dias lá para ver se foi publicado e nada, e então desisti.

Aí veio o nojinho pela guria. Ah, decerto só aprova comentário "pagação de pau", de gente puxando o saco e dizendo o quanto ela é linda, fofa, correta etc.
Passei a ver seus vídeos procurando alguma coisa pra ficar mais irritada ainda, alimentando um filho chamado raiva dentro de mim. Sabem aquela do "sua inveja faz minha fama"? Pois é, depois de um tempo comecei a me achar ridícula por dar ibope pra guria só pra jogar energia negativa. Se a gente não gosta, pra que assiste, não é mesmo?

Mas meu jeito rancoroso de ser já estava há muito tempo enraizado na minha personalidade, como se fizesse parte de mim. E eu não tenho orgulho disso, absolutamente. Traz muito desgaste à toa pra nossa saúde, todos sabemos. Porém, se livrar desse jeito de sentir é difícil.

Enfim... Não sei porque cargas d'água fui visitar o blog da "dita cuja" lá naquele texto que há muito ela escreveu, o motivo da discórdia =x
Fui lá alimentar e fazer crescer a raiva. E eis que deparo com meu comentário lá.

Isso me levou a várias reflexões que já há algum tempo eu vinha fazendo. Senti uma vergonha enorme de mim mesma, por ficar tanto tempo remoendo algo que - convenhamos, é fútil! - o blog é dela, e ela aceita o comentário que achar que deve. Assim como eu fiz com uma ex-colega de faculdade no meu Facebook (excluí o comentário dela porque não me agradou, embora não tenha sido ofensivo ou mal educado).

Fiz pior e alimentei quase um ódio de quem, provavelmente, por ter muitos comentários e administrar várias mídias, não teve tempo de aprovar um comentário que deixei ali por alguns dias. O que me lembrou da máxima: que a gente não gosta no outro aquilo que vê na gente. Tapa na cara.

Outra coisa, a ansiedade. O orgulho. Não sei. Me senti tão vaidosa que queria me vangloriar (pra mim mesma) olhando, admirando meu "brilhante" texto na página dela. No fundo, admito que queria que ela sentisse um tico de invejinha, por eu ter conseguido algo que ela almejava. Desejava admiração, aplausos.
Como fui frustrada nos meus planos de bajulação, pra tentar aumentar um pouquinho minha baixa autoestima, veio o rancor, o quase ódio.

Ansiedade inútil, raiva inútil, rancor mais ainda. Desgaste físico e emocional por besteira, coisa de ego ferido. Como não ser mais assim tão impulsiva, #aloka? Tirar conclusões precipitadas, guardar rancor, mágoa, perdoar?

Perdoar a gente mesma, principalmente. Depois de amanhã serão 33 anos nas costas, não dá mais pra agir como criancinha ou adolescente mimado. Não sei se refletir sobre isso me fazer uma pessoa "menos pior". Só sei que minha consciência se alargou um pouco mais, consegui entender que esse tipo de coisa não vale a pena.

E que venha, enfim, a maturidade.

3 comentários:

  1. Oi, Docinho!

    Estava sumida, mas não guarde rancor de mim, ok? rs

    Vc está certa... é preciso exorcizar esse tipo de sentimento ruim pq é nocivo principalmente para quem sente. A pessoa odiada/invejada/alvejada muitas vezes nem se dá conta de que feriu alguém ou se tornou um estrovo para outros.

    Acho legal esse seu modo de auto-análise. Vc sente vergonha do que acha errado em si mesma antes de apontar isso em outra pessoa. E fala sobre o assunto, se censura, tenta melhorar. A maioria da população vê os erros nos outros, mas não tira a trave do olho, não é mesmo?

    Espero que vc esteja bem, com a ansiedade/depressão controlada.

    Abraço apertado.

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  2. Putz, nem tinha visto esse post, acho que não recebi o tal aviso. Vim checar se tu tinha parado mesmo de postar ou o quê. Mesmo assim já faz um tempinho! Bah, se vale alguma coisa eu dizer isso, acho que tu tá no caminho certo. Poucas pessoas param pra refletir e analisar suas próprias experiências, sentimentos, impulsos. Eu acho que eu deveria fazer isso muito mais. Já é meio caminho andado ;) bjosss

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  3. Nem eu mesma visito meu blog =x Agora que vi a mensagem de vocês, haha.

    De vez em quando é bom parar e olhar para dentro de si. É estranho, mas acho que isso me deixa mais relax. Não sei como isso se chama, meditação? Autoterapia? hehe. Ou apenas ócio? =x Enfim! Beijos.

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